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sexta-feira, 19 de abril de 2013 0 comentários

Eu sei!


Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali... Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui… ♪♫♪

(NANDO REIS)


quarta-feira, 20 de março de 2013 0 comentários

Ensinamento



Adélia Prado*




Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.



* Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935[1]) é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único. Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que a carreira de escritora tornou-se a atividade central. Em termos de literatura brasileira, o surgimento da escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 0 comentários

Ao Perder-te



Ao perder-te eu a ti,
tu e eu teremos perdido.
Eu, porque tu eras
quem eu mais amava.
E tu, porque eu era quem
te amava mais.
Mas de nós dois,
tu terás perdido
mais que eu.
Porque poderei amar a
outros como amava a ti.
Mas a ti não amarão,
como te amava eu.

Ernesto Cardenal


quarta-feira, 21 de novembro de 2012 0 comentários

Sei... Eu sei.


Sei
Nando Reis


Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair…

Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali... Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui…

Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui…

Sei... Eu sei.



quarta-feira, 14 de novembro de 2012 0 comentários

Andança

"(...) Vim de longe léguas
Cantando eu vim...
(me leva amor)
Vou não faço tréguas
Sou mesmo assim..."




(Música de Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós)



terça-feira, 13 de novembro de 2012 0 comentários

Um certo alguém




Um Certo Alguém
Lulu Santos



Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção

E quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
Que eu viver, uoh, uoh

E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 0 comentários

Quem mandou você me olhar desse jeito?

Já em clima de Mossoró Mix, trazendo hoje esta linda canção, que faz parte do novo CD da diva Ivete Sangalo lançado em outubro passado. A música "No brilho desse olhar" já é sucesso como boa parte das músicas da cantora. Ao som dela, fico aqui contando as horas pra curtir o show desse furacão baiano, amanhã. 






No brilho desse olhar
Ivete Sangalo


Quem mandou você me olhar desse jeito?
Agora vai ter que cuidar desse amor
Não tem mais jeito
Isso é perfeito
Isso é perfeito

Toda vez que você vem faço festa
Eu conto as horas pra poder te tocar
Fico pensando
Se eu te mereço
Se eu te mereço

Lá fora a chuva cai
E nós dois aqui
A arder de amor
A arder de amor
O tempo pára quando a gente ama

Quero ver no brilho desse olhar
O gosto do prazer
Amar é mesmo assim
Não vai mudar
Só você que me faz sonhar
E me faz viver
Pra sempre vou te amar

Eu quero ver no brilho desse olhar
O gosto do prazer
Amar é mesmo assim
Não vai mudar
Só você que me faz sonhar
E me faz viver
Pra sempre vou te amar

Toda vez que você vem faço festa
Eu conto as horas pra poder te tocar
Fico pensando
Se eu te mereço
Se eu te mereço

Lá fora a chuva cai
E nós dois aqui
A arder de amor
A arder de amor
O tempo pára quando a gente ama

Quero ver no brilho desse olhar
O gosto do prazer
Amar é mesmo assim
Não vai mudar
Só você que me faz sonhar
E me faz viver
Pra sempre vou te amar

Eu quero ver no brilho desse olhar
O gosto do prazer
Amar é mesmo assim
Não vai mudar
Só você que me faz sonhar
E me faz viver
Pra sempre vou te amar


quarta-feira, 7 de novembro de 2012 0 comentários

É dessa vez


É dessa vez
Nando Reis

bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo

É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar, foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez..
Foi tão bom e porque será
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar mas eu só posso te dizer
Por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos


terça-feira, 30 de outubro de 2012 0 comentários

Anjo?

Existem versos e músicas para cada momento da vida. Estes são alguns dos versos e músicas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. O poema abaixo é do talentoso cantor da Banda Eva, Saulo Fernandes. Tais versos  acabaram dando origem à música Anjo. Abaixo segue o poema inteiro e o vídeo da música. Aprecie sem moderação.


Poema Anjo
Saulo Fernandes

Hoje eu acordei mais cedo
e fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo
para que tão logo pudesse te cobrir
tenho cuidado de você todo esse tempo
você esta sobre meu abraço e minha proteção
tenho visto você errar e crescer, amar e voar
você sabe onde pousar
ao acordar já terei partido
ficarei de longe escondido
mas sempre perto, de certo como se fosse humano,
vivo, 
vivendo pra te cuidar, te proteger, sem você me ver
sem saber quem sou
se sou anjo ou se sou seu amor
Afinal, quem eu sou?
Seu anjo, ou seu amor?
Tenho asas?
Anjos aparecem invisíveis
Humanos também, quando amam
Quero dizer que já não importa
mais, saber de onde eu venho
Se tudo que sou pra você, é amor
E se ainda assim, quiser voar
Te levo comigo, te mostro as estrelas
Outros alados, Deus, a vida celeste
E depois voltamos pra nossa casa
até nos amarmos
até morrermos
Para dizer que é seu o anel
Sou seu amor na terra
E seu anjo no céu.



Anjo
Saulo Fernandes

Acredita em anjo
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém.

Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansada
Cantar pra você dormir.

Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel.

Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja.

Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.

Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Farei tudo, tudo, tudo que deseja.

Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012 0 comentários

Compromisso



sábado, 20 de outubro de 2012 0 comentários

Amar



"Amar é mudar a alma de casa",
é ter no outro, nosso pensamento.
Amar é ter coração que abrasa,
amar, é ter na vida um acalento.

Amar é ter alegria que extravasa,
amar é sentir-se no firmamento.
"Amar é mudar a alma de casa",
é ter no outro, nosso pensamento.

Amar, é aquilo que embasa,
é ter comprometimento.
Amar é, voar sem asa,
e porque amar é acolhimento,
"amar é mudar a alma de casa"

(Mário Quintana, in: Apontamentamentos de História Sobrenatural)
sexta-feira, 12 de outubro de 2012 0 comentários

O Tempo



A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... 


Mário Quintana

quarta-feira, 10 de outubro de 2012 0 comentários

Por isso...



terça-feira, 2 de outubro de 2012 0 comentários

Pois é!



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Só o amor


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É isso!



segunda-feira, 1 de outubro de 2012 0 comentários

Você ama?

Foto extraída de http://dark.bloguepessoal.com

"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca." 

(Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela")

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Fim do casamento: egoísmo ou democracia?



NÃO ESTOU FELIZ (INVENÇÃO DO EGOÍSMO)

Quando alguém diz que pretende acabar a relação pois não está feliz pensa exclusivamente em sua felicidade. Não estava no casamento.

Felicidade não é egoísmo. E ninguém será feliz do mesmo jeito para definir que deixou de ser feliz.

Felicidade muda rápido demais para se tornar uma resposta. Felicidade é, no máximo, uma pergunta.

"Não estou feliz" é desculpa de quem não deseja mais se esforçar e doar sua ternura. É uma declaração de fundo falso porque não revela o que acontecia na vida a dois.

É blefe, avareza, ausência de cumplicidade. A alegria do casamento é que deveria estar no centro da questão (a matéria a ser avaliada), não a felicidade de um dos dois.

Quando a gente está triste, procuramos igualmente o colo de quem amamos. Estar triste é ter a felicidade de contar a tristeza para nossa companhia e ser confortado.

Mesmo infeliz, ainda existe a felicidade do casamento.

A infelicidade individual é um golpe de estado.

NÃO ESTAMOS FELIZES (ACEITAÇÃO DAS DIFICULDADES)

Já quando alguém diz que pretende se separar pois acha que o casal "não está mais feliz" é uma pessoa pensando na felicidade do par.

Avaliou todos os cenários antes de pedir a conversa.

Percebe que existe uma felicidade de cada um, além da felicidade que é a soma da rotina dos dois, daquilo que realizam para se divertir e amar.

Há a felicidade própria e também um território neutro, onde nos alimentamos do contentamento do convívio e do prazer de estar com o outro (ainda que triste).

Porque a felicidade do par pode sustentar a falta de felicidade individual. Ou a felicidade individual pode compensar a falta de felicidade do casal.

Quando as duas infelicidades se encontram, é difícil resistir à crise.

A infelicidade dos dois é um fim democrático.

Fabrício Carpinejar

sábado, 29 de setembro de 2012 0 comentários

Sobre as mortes inesperadas

Foto: http://inironichell.tumblr.com/


Eu morri. Sem querer, sem desejar, eu morri. Morri a morte dolorida daqueles que inexistem dentro do coração do outro. Morri, enquanto ainda adormecia os meus olhos no sonho inocente de paralisar a máquina do tempo, para recolocar cada coisa em seu lugar. Morri acreditando que podia transformar a estranha realidade do ontem, em um hoje muito mais bonito. Morri, enquanto a expectativa do até breve pernoitava dentro do meu coração, e me fazia acreditar que algumas partidas inesperadas são só um forma desajeitada de dizer: “vou ali, mas já volto”. Morri, acreditando que voltaria. Morri; perdida, dentro da indesejável solidão de quem fica.

Eu morri. Morri; pálida e exausta, com as cores do maior amor do mundo ainda nas pontas dos dedos, revelando minhas inúmeras tentativas de recolorir o seu coração. Morri, enquanto morria aos poucos, submersa em uma crença quase inabalável, de que o amor que carregava dentro do meu peito poderia transformar a sua vida. As suas coisas. As suas tantas fases, quando elas se desencontravam da lua. Morri, entregue ao vento, feito palavra perdida, não pronunciada; não revelada, quando ainda tinha tanto a lhe dizer. Morri muda, como aqueles que se perdem dos seus sonhos e chegam ao final da vida sem nada para contar.

Morri um pouco de cada vez… Uma morte lenta, de quem vai se entregando às pequenas dores, até não sobrar mais espaço na alma para doer. E morri cega, surda e perdida, sem conseguir encontrar o caminho de volta para a minha própria vida, porque mesmo sem você saber, eu estava morando na sua. Eu fiquei lá, morando, sentada, esperando, como quem espera sem nenhuma garantia; mas espera, só porque acredita que amor bonito marca tanto por dentro, que não importa o tempo que leva, ele sempre volta. E traz flores, plantadas dentro de um coração renovado e bem disposto, entregue ao encanto de um amor tão grande que sobreviveu ao tempo de uma espera eterna.  Morri, de tanto esperar.

Morri, vivendo nos seus dias. E enquanto você vivia a sua vida, sem nenhuma vontade de voltar para os braços abertos de quem só espera, eu morria. E morri, sem saber ao certo o meu lugar nessa vida incerta e intempestiva, que nos sorri o sorriso mais bonito quando nos cobre de esperança, e nos mata aos poucos quando as estrelas que ganhamos para iluminar o nosso céu se apagam sem que a gente tenha conseguido tocá-las. Morri, segurando aquela estrela.

Morri, sem conseguir saber de verdade o meu tamanho. Sem saber se minha alma era realmente maior que o meu corpo. Morri, sem ouvir a verdade. Sem ouvir o que você nunca disse. Morri, sem conseguir chegar ao paraíso, encontrar Deus e lhe pedir perdão, pela minha falta de fé. Morri, sem nenhum encanto. Morri sonhando o sonho dos inocentes – dos que ainda acreditam no maior amor do mundo – e enquanto adormecia os meus olhos em uma espera, um anjo me falou que Deus me via. Que embora algumas vezes eu não acreditasse, Ele me via. E me via de um jeito tão bonito, que havia lhe enviado ali, para me dar algumas respostas. E que ele estava ali só para me dizer que um amor tão grande assim, não poderia morrer de repente. Que um amor tão grande assim, merecia mais. Que um amor tão grande assim, deveria se eternizar. Que um amor tão grande assim, deveria deixar alguém para lembrar e contar a sua verdadeira história. E foi só por isso – por ter enxergado no meio da multidão o tamanho do amor que eu carregava dentro do meu peito, sem ninguém saber – que Ele plantou dentro de mim uma semente que deu origem a uma flor: A flor do maior amor do mundo!

Agradeci ao anjo pelo presente. Agradeci a Deus por me amar assim. E, hoje, peço a Deus, que mesmo com a alma soterrada pela falta de esperança e o coração injustamente pisoteado, e ainda no chão, que eu não desista de amar. Que ainda que o tempo não consiga fazer o meu coração voltar saudável para dentro do peito, que eu não desista de amar. Que ainda que me digam que eu morri dentro do coração de alguém, que eu não desista de amar. Que ainda que doa o intraduzível, que eu não desista de amar. E que eu não desista do amor, porque é ele, o meu amor, o maior amor do mundo, que alimenta a minha flor.

Érica Gaião

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A História de Conversa de Botas Batidas


A banda Los Hermanos é conhecida por tocar músicas que falam de amor, emoções, momentos e pensamentos através de melodias suaves, com base nos teclados e nos metais. Conversa de botas batidas é mais uma dessas músicas.

A letra fala sobre uma história que Marcelo Camelo, o compositor e cantor da canção, leu em uma reportagem no jornal. Segundo o próprio Camelo, a reportagem fala sobre um casal de idosos que havia marcado um encontro amoroso depois de muito tempo sem se verem. O hotel em que eles se hospedaram veio a desabar. Na tentativa de salvar o maior número de hóspedes, um funcionário do hotel foi de quarto em quarto batendo nas portas, para que os hóspedes saíssem rapidamente, entretanto, ao bater no quarto do casal, a porta não foi aberta e ninguém respondeu. Não se sabe se eles não quiseram abrir para manter a intimidade, para fugirem do flagrante ou se estavam fugindo. Camelo deu uma nova hipótese para a negação ao alarme do funcionário. Conversa de botas batidas é um diálogo do casal que se ama, que sabe que o fim está chegando e tudo o que querem é curtir cada minuto que lhes restam. Eles só queriam o amor e nada, nem mesmo a queda de um hotel, atrapalharia o casal.

Com a explicação a letra torna-se fantástica. Uma visão romântica e totalmente pertinente para a história. Camelo fez com que uma tragédia virasse uma linda história de amor, lembrando as grandes tragédias shakespearianas, nas quais o final é triste, mas muito bonito e romântico.





Conversa de Botas Batidas
Marcelo Camelo

Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair

 
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